
Ontem foi um dia histórico para os americanos, que pela primeira vez puderam assistir à passagem do Sporting à fase seguinte da Champions.
Já os adeptos leoninos vibraram com a vitória democrata, e o golaço obtido por Obama, camisola 08, num gesto memorável.
Pouco passava das 16h (GMT -5, Nova Iorque), quando num rasgo ofensivo, Colin Powell arrancou pela linha direita, e desmarcou Hillary Clinton, já ligeiramente dentro da área… a camisola 7 trocou os olhos a Palin, defesa adversária, e cruzou atrasado para Obama dominar e rematar colocado de pé direito, sem hipótese para o guardião MacCain . Estava feito o golo que entra para a história…
Já de madrugada, Paulo Bento, de sorriso largo, comentou a vitória, algo que muitos afro-americanos não julgavam ser possível:
“Olá Lisboa! Se alguém aí ainda duvida de que Alvalade é um lugar onde tudo pode acontecer, que se pergunta se o sonho dos nossos fundadores continua vivo nos nossos tempos, que ainda questiona o meu corte de cabelo, esta noite é a sua resposta.
É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor do estádio e das bilheteiras num número como este clube jamais viu, pelas pessoas que esperaram 3 ou 4 horas , muitas delas pela primeira vez na sua vida, porque achavam que desta vez tinha de ser diferente e que as suas vozes poderiam fazer esta diferença.
É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, brancos, estrangeiros e franceses – sportinguistas que transmitiram ao mundo de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos, mas somos e seremos sempre o Sporting.
É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos outros a serem cépticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direcção à esperança de um clube ainda melhor.
O treinador Lucesco lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pela equipa que lidera. Aguentou sacrifícios pelo Shaktar que nem sequer podemos imaginar. Todos nós beneficiamos do serviço prestado por este treinador valente e abnegado.
Parabenizo-o a ele e ao adjunto Max Srninov por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles caso nos pretendam contratar algum jogador cujo nome acabe em ‘ik’…
Quero agradecer ao meu parceiro nesta viagem, o meu cabelo, que me acompanhou nesta campanha e que foi o porta-voz de homens e mulheres com penteados rídiculos, e muitas vezes carecas, os quais são sportinguistas como os outros.
E não estaria aqui esta noite sem o seu apoio incansável, o meu pior inimigo nos últimos 16 meses, o cancro deste nosso grupo unido, o desamor da minha carreira, o próximo ala do Bétis… Vukcevic.
Um sincero obrigado a todos.”